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AMPUTAÇÕES DE MEMBROS E DIABETES

30/10/2019 Categoria: Diabetes
AMPUTAÇÕES DE MEMBROS E DIABETES

Causas

Amputar significa extrair, ou seja, cortar um membro, como uma perna ou um pé por exemplo, sendo este um dos traumas mais dolorosos para o ser humano e que afeta diretamente o seu aspecto físico e social.

Nesse sentido, destaca-se que o diabetes é uma doença que aproxima o ser humano dessa triste realidade, aumentando a passos largos em todo o mundo– Em 1985, tínhamos cerca de 30 milhões de diabéticos e a previsão ao chegar em 2030 é de 300 milhões – sendo que, uma enorme parte da comunidade talvez possua a doença e não se sabe.

Cerca 85% dessas amputações de membros escolhidas para o diabetes se fazem precedidas de uma ulceração nos pés ou na parte inferior da perna (lesão nos tecidos), que deveria estar sendo prevenida ou tratada de forma correta tentando evitar a complicação do quadro.

A amputação de membros ocorre após o comprometimento, e isso decorre da capacidade que o Diabetes possui de retirar as características curativas do sangue e o organismo, sendo que a ferida somente aumenta, e nunca cura. Essa é uma das piores consequências do diabetes.

O diabetes é um dos maiores causadores de amputações de membros que se tem visto. E nos últimos anos esses índices não têm diminuído, mas sim, aumentado, pois as pessoas estão cada vez mais descuidadas em procurarem exames de rotina.

 

Riscos

A doença diabetes promove um risco adicional que ocorre sem perda de sensibilidade; e sem sinais da doença arterial periférica, mas com a presença de neuropatia; um único fator de risco. E, em seguida o alto risco com a diminuição da sensibilidade associada à deformidade nos pés ou evidência da doença arterial periférica e da ulceração, ou amputação de membros prévia quando o risco muito elevado e é percebido pela presença de ulceração ou infecção local.

O risco de ulceração e amputação de membros entre pacientes diabéticos aumenta de duas a quatro vezes com a progressão da idade e duração do diabetes, independentemente do tipo de diabetes. Também, entre pacientes diabéticos, o risco de vida de úlcera do pé é de cerca de 25%, sendo responsável por dois terços de todas as amputações de membros não traumáticas.

Por outro lado, uma vez desenvolvido a úlcera do pé diabético (UPD), há um risco aumentado de progressão da úlcera que pode levar à amputação. No geral, a taxa de amputação de membros inferiores em pacientes com DM é 15 vezes maior do que em pacientes sem diabetes. Estima-se que aproximadamente 50%-70% de todas as amputações de membros inferiores sejam devidas a UPDs.

Além disso, é relatado que a cada 30 segundos uma perna é amputada devido a UPD em todo o mundo. Além disso, a úlcera do pé diabético é responsável por danos emocionais e físicos substanciais, bem como pela produtividade e perdas financeiras que diminuem a qualidade de vida. Os custos também são elevados, seja para o tratamento das UPDs ou com amputações de membros. Esses custos não representam a carga econômica total, porque os custos indiretos relacionados a perdas de produtividade, esforços preventivos, reabilitação e assistência domiciliar devem ser considerados.

Entende-se que a doença é a ação motivacional mais fácil de amputação de pernas e pés, a maior parte desconhece. Cerca de 60% de todas amputações das extremidades inferiores continuam atribuídas ao diabetes mellitus, e não a acidentes de trânsito e de atividade como a comunidade em geral imagina.

 

Cuidados

O maior cuidado que se deve tomar é no sentido de diagnosticar a tempo a doença a fim de que se possa controlar a sua evolução através de remédios e de outros cuidados como a alimentação adequada e o exercício físico. Entre esses cuidados estão a assepsia que no caso da pessoa que possui diabetes é de fundamental importância ao comprometimento de partes de seu corpo.

Em seguida, deve-se estabelecer em todas as comunidades o habito de fazerem exames periódicos para saberem como anda a saúde de seus organismos. Em tempos em que o estresse anda em alta e os hábitos alimentares cada vez piores, se faz necessário o maior cuidado com o estado de saúde do organismo.

Infelizmente as pessoas não possuem o hábito de procurarem realizar exames. E os homens são menos atentos a isso do que as mulheres, sendo comum evitarem os médicos e principalmente os exames. Muitas vezes quando se toma conhecimento é com as dores, ou seja, quando a doença já está em fase avançada e não pode, muitas vezes, ser tratada de forma adequada.

Contudo, as amputações de membros são necessárias, pois caso não ocorram pode-se chegar ao óbito. É uma medida extraordinária, e realizada apenas como último recurso diante de muitas outras operações e intervenções que podem ser realizadas nesse sentido.

 

Prevenção

Prevenir o Diabetes é uma das maiores preocupações que qualquer pessoa pode ter, mesmo que não tenha probabilidade hereditária, e ainda mais quando se possui alguém na família que tenha ou que teve indícios da doença.

Sendo percebida com antecedência, pode-se evitar todo esse mal. Já é sabido que ainda no estado da pré-diabetes, pode-se nem mesmo desenvolver a doença, sendo muito oportuna a mudança de hábitos, principalmente os alimentares e a promoção da educação física. Portanto, as amputações de membros podem ser evitadas.

 

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